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Resultados Preliminares de 2016 da Anglo American

21 fev 2017

Dívida líquida reduzida para US$ 8,5 bilhões, impulsionada por US$ 2,6 bilhões de geração de caixa e venda de ativos

• A dívida líquida foi reduzida em 34% para US$ 8,5 bilhões (2015: US$ 12,9 bilhões), bem abaixo da meta de US$ 10 bilhões:

- Geração de caixa de US$ 2,6 bilhões (2015: (1,0) bilhão de dólares)

- Investimento de capital reduzido em 37% para US$ 2,5 bilhões[1]

- Receita[2] proveniente das vendas de ativos de US$ 1,8 bilhão

• US$ 1,5 bilhão foram alcançados através de maior produtividade e eficiência de custos, incluindo:

- Aumento dos volumes de produção (Cu eq.)3 em 2%

- Custos unitários em dólares americanos (Cu eq.)3 diminuíram 9%

• O resultado operacional antes da depreciação, EBITDA, aumentou 25%, para US$ 6,1 bilhões, apesar da queda de 3% nos preços médios realizados

• Lucro do exercício atribuível aos acionistas de US$ 1,6 bilhão (2015: (5,6) bilhões de dólares)

• Continuidade da otimização do portfólio - foco em ativos de alta qualidade e de longa duração

• Manutenção dos ativos Moranbah, Grosvenor e Níquel no portfólio do Grupo – atualmente sem previsão de desinvestimento

• Prioridades de 2017:

- Gerar US$ 1 bilhão adicional através de maior produtividade e eficiência de custos

- Retornar a classificação de crédito de grau de investimento

- Retomar o pagamento de dividendos ao final de 2017

 


Destaques Financeiros

US$ milhões, salvo indicação em contrário

Ano encerrado

31 de Dezembro 2016

Ano encerrado

31 de Dezembro 2015


Mudança

EBIT

3.766

2,223

69%

Rendimentos

2.210

827

167%

Receita do Grupo

23.142

23,003

1%

EBITDA

6.075

4,854

25%

Lucro / (prejuízo) antes de impostos

2.624

(5,454)

Resultado do exercício atribuível aos acionistas

1.594

(5,624)

Lucro por ação ($)

1,72

0.64

Rendimento por ação ($)

1,24

(4.36)

Dividendo por ação ($)

0.32

ROCE%

11%

5%

 

 

 

Mark Cutifani, presidente global do Grupo Anglo American, disse: "As decisivas e abrangentes ações operacionais, de custo, de capital e de revisão do portfólio que realizamos em 2016 - para melhorar de forma sustentável os fluxos de caixa e fortalecer o balanço patrimonial - nos permitiram reduzir a dívida líquida em 34%, para US$ 8,5 bilhões, significativamente abaixo de nossa meta de US$ 10 bilhões. Apesar de uma queda de 3% nos preços médios realizados, apresentamos um aumento de US$ 3,5 bilhões de geração de caixa, um aumento de 25% no EBITDA para US$ 6,1 bilhões e um aumento na margem EBITDA de cinco pontos percentuais, para 26%. A venda dos negócios de nióbio e fosfatos, no montante de US$ 1,5 bilhão apoiou ainda mais a nossa meta de recuperação de balanço patrimonial e, combinada com a venda de vários ativos de carvão e platina durante o ano, recebemos US$ 1,8 bilhão em 2016.2

 

"Conforme determinamos, os ativos de alta qualidade da De Beers, metais do grupo da platina e de cobre sustentam nossas posições nesses respectivos mercados e são os alicerces de uma Anglo American mais resiliente e competitiva, através dos ciclos econômicos e de preços das commodities. Além disso, continuamos a nos beneficiar do desempenho de uma série de outros ativos de classe mundial, através de commodities como minério de ferro e carvão, bem como níquel. Embora tenhamos percebido forte interesse por alguns dos principais ativos disponibilizados para venda durante 2016 visando fortalecer nossa posição financeira, fomos firmes em relação aos limites mínimos aceitos para negociação e optamos por não seguir adiante. Continuaremos a busca por otimizações em nossa carteira, como rotina, embora vendas de ativos para fins de desalavancagem não sejam mais necessárias. Portanto, vamos manter Moranbah, Grosvenor e nossos ativos de níquel, garantindo sua constante otimização operacional para contribuir com a geração de caixa do Grupo,.”

 

"Na África do Sul, continuamos trabalhando todas as potenciais opções para nossos interesses no carvão térmico de exportação e no minério de ferro, reconhecendo a alta qualidade e desempenho desses negócios e garantindo que o valor seja otimizado para todos os nossos acionistas. A retenção destes ativos continua a ser uma posição viável, devido às nossas recentes melhorias operacionais e outras melhorias e o nosso foco na melhoria contínua à medida que avançamos. ”

 

"Apesar de nossos progressos significativos, é fundamental que as lições dos últimos anos sejam aplicadas e, embora haja confiança nas perspectivas de longo prazo para nossos produtos, o balanço patrimonial deve ser capaz de resistir à volatilidade esperada dos preços no curto e médio prazo. Continuaremos refinando nossa carteira de ativos ao longo do tempo para garantir que nosso capital seja investido efetivamente para gerar retornos aprimorados. Nossa prioridade para 2017 é oferecer mais melhorias de produtividade, mantendo a disciplina nos investimentos de capital e nos custos, para estar em posição de retomar os pagamentos de dividendos ao final de 2017 e restaurar uma classificação de crédito de grau de investimento.”

 

“Olhando os aspectos práticos, o foco deste ano está na continuação da implementação do Modelo de Operação em todo o nosso portfólio e no contínuo processo de alavancagem das capacidades técnicas e de marketing do Grupo, agora significativamente melhoradas, enquanto continuamos nossa abordagem de inovação FutureSmart™. As evoluções no Modelo de Operacional e outros progressos continuam sendo realizados, o que gerou melhorias de custo e volume de produção equivalentes a $1,5 bilhão em 2016, em iguais proporções na redução de custos e melhorias de volume no portfólio de produtos. Esse aumento substancial do EBITDA é extremamente positivo, frente às dificuldades como paralisações trabalhistas e recorde de queda de neve em Los Bonces e o enfraquecimento das fundidoras em nossos negócios de platina. Em 2017, temos o objetivo de entregar um incremento de US$ 1 bilhão no custo líquido e aumento dos volumes de produção, 75% dos quais já foram identificados”.

 

"Em 2017, os investimentos de capital serão mantidos em US$ 2,5 bilhões, com o capital stay-in-business aumentado para US$ 1,2 bilhão. O capital será devidamente priorizado, com cuidado para garantir que nós protegeremos o valor de longo prazo de nossos ativos. Nós mantemos um número de opções orgânicas atrativas, particularmente em nosso negócio de cobre, que nós vamos continuar a progredir apropriadamente e avaliar à luz da nossa estrutura de capital global e do ambiente macroeconômico predominante”.

 

“Manter nossas pessoas seguras no trabalho sempre foi uma prioridade absoluta. Em 2016, relatamos uma redução de 24% nas taxas de frequência de casos registrados, mas um aumento nos incidentes fatais. Tragicamente, nós perdemos 11 colegas durante o ano, em grande parte devido a falhas em torno de nossas áreas de risco crítico de segurança. Nós nunca podemos aceitar uma única lesão grave e os nossos esforços estão concentrados em torno das principais áreas de risco. Nós estamos determinados a alcançar nossa meta de zero lesão e estamos trabalhando com todos os empregados para chegar lá”.

 

"De modo geral, é claro que como resultado de nossas ações decisivas em 2016 e dos resultados entregues por pelas pessoas em toda a companhia, a Anglo American agora é mais robusta, com um balanço mais fortalecido e uma estrutura de custos mais competitiva em torno de uma base de ativos diversificada de classe mundial. Também avançamos muito na transformação do portfólio, mas nos beneficiamos ao aderir ao nosso compromisso primordial de que o valor do acionista deve ser protegido no longo prazo. Olhando adiante, nós temos que continuar a desenvolver este sólido progresso. A disciplina operacional é de suma importância à medida que nos esforçamos para completar a jornada para um balanço que possa apoiar retornos competitivos aos acionistas e maximizar o potencial de nossos ativos diferenciados e oportunidades futuras. Gostaria de agradecer a todos os nossos empregados pelo seu trabalho árduo e compromisso em um ano de mudanças significativas e incerteza para muitos e também agradecer aos nossos stakeholders pelo seu apoio contínuo enquanto construímos as bases para o segundo século da Anglo American".

 

 

MINÉRIO DE FERRO BRASIL

 

Resumo financeiro e operacional

O resultado operacional antes da depreciação, EBITDA, da Minério de Ferro Brasil foi de US$ 6 milhões (2015: perda de US$ 20 milhões). O Minas-Rio continuou capitalizando seus resultados operacionais em 2016, já que o ativo permaneceu na fase de ramp-up ao longo do ano. O EBITDA capitalizado totalizou US$ 269 milhões (2015: perda de US$ 239 milhões), refletindo o maior volume de vendas e uma melhora nos preços do minério de ferro, bem como menores custos unitários. O preço FOB realizado médio em 2016 foi de US$ 54 por tonelada métrica úmida (equivalente a US$ 59 por tonelada métrica seca). Os resultados operacionais deixaram de ser capitalizados a partir de janeiro de 2017.

 

Mercado

Minério de Ferro

Os preços do minério de ferro ficaram melhores do que em 2016, mas com volatilidade significativa ao longo do ano. O preço spot IODEX 62% Fe CFR China aumentou 4% para uma média de US$ 58/t, sendo negociado entre US$ 40 - US$ 84/ton. A melhora na demanda downstream na China, combinada com parte das reformas do lado da oferta e das melhorias ambientais do país, suportou os preços do aço e do minério de ferro. Esse ambiente positivo da demanda e a melhoria das margens da indústria, impulsionaram um aumento na produção chinesa de aço bruto, enquanto a retirada progressiva da oferta doméstica marginal de minério de ferro aumentou a demanda por materiais de minério de ferro transoceânicos. Os preços do carvão metalúrgico também têm suportado a demanda por minérios de alto teor, com o aumento dos preços de prêmio por qualidade aumentando durante a maior parte do segundo semestre de 2016.

 

Performance Operacional

A produção de minério de ferro do Minas-Rio aumentou 76% para 16,1 milhões de toneladas (2015: 9,2 Mt), prosseguindo no processo de ramp-up. Houve um melhor desempenho operacional desde julho de 2016, quando foi concedida a licença para acessar a área da Fase 2.

 

Perspectiva operacional

A Minério de Ferro Brasil continua focada na estabilidade operacional e na obtenção das licenças necessárias para a Fase 3, para que a operação acesse a gama completa de teores do run-of-mine e alcance a capacidade nominal de 26,5 Mt (base úmida).

 

A aprovação da licença da Fase 2, que estava prevista para o primeiro semestre de 2016, foi provisoriamente concedida em julho de 2016, com aprovação final em outubro de 2016. A área da Fase 2 deverá produzir 45 milhões de toneladas de minério para venda, cuja maior parte está prevista para ser extraída até o momento em que as licenças para a Fase 3 (que inicialmente eram esperadas para o início de 2018 e agora estão previstas para o final de 2018) forem obtidas.

 

Como resultado dos atrasos no licenciamento, a previsão de produção em 2017 foi reduzida para 16-18 milhões de toneladas (anteriormente 19-21 Mt), e em 2018 para 15-18 Mt (anteriormente 22-24 Mt), sujeita ao prazo de aprovação das licenças da Fase 3. Depois que as licenças da Fase 3 tiverem sido obtidas, espera-se que a operação esteja apta para produzir no ritmo de sua capacidade nominal de 26,5 milhões de toneladas por ano.

 

Em 2017, os custos unitários devem ser de aproximadamente US$ 27/tonelada (base úmida, à taxa de câmbio média de 2016).

 

NÍQUEL, NIÓBIO E FOSFATOS

Visão geral financeira e operacional

A venda de Nióbio e Fosfatos para a China Molybdenum Co Ltd. foi concluída em 30 de setembro de 2016.

 

Níquel

O EBITDA subjacente de Níquel foi de US$57 milhões, refletindo menores custos e volume de produção maior devido à bem sucedida reforma dos fornos de Barro Alto, com a operação atingindo sua capacidade nominal de produção no terceiro trimestre de 2016, assim como o impacto favorável do enfraquecimento do Real.

 

Esses resultados foram parcialmente afetados devido a uma queda no preço médio do níquel no ano, custo da inflação e menor venda de excedente de energia elétrica. Os resultados operacionais de Barro Alto foram capitalizados até outubro de 2015, quando o projeto iniciou sua produção comercial.

 

Os custos unitários de Níquel diminuíram em 19% para 350 c/lb (2015: 431 c/lb), principalmente atribuído aos volumes maiores de produção de Barro Alto, taxas de câmbio favoráveis, menores custos de energia e consumíveis, parcialmente compensados pela inflação.

 

Nióbio

O EBITDA subjacente manteve-se estável em US$ 41 milhões (2015: US$ 40 milhões), com volumes mais altos de venda do projeto Boa Vista Fresh Rock (BVFR) e custos menores, gerando preços menores, além do impacto da venda do negócio. O EBITDA subjacente do projeto BVFR foi capitalizado durante janeiro e fevereiro de 2016, com a produção comercial sendo atingida em março de 2016.

 

Fosfatos

O EBITDA subjacente de US$80 milhões diminuiu em 28% (2015: US$111 milhões), principalmente devido à venda do negócio, bem como preços menores de venda e inflação, parcialmente compensada por uma redução nos custos operacionais.

 

Mercados

Níquel

O preço médio de níquel LME diminuiu em 19%, para 436 c/lb (2015: 536 c/lb).

 

Preocupações sobre o crescimento da economia global colocaram pressão negativa no preço dos metais, particularmente no segundo semestre de 2015 e o primeiro trimestre de 2016. Apesar dessas preocupações, a demanda de níquel aumentou fortemente durante o ano, enquanto o fornecimento da commodity contraiu pelo segundo ano consecutivo, resultando em um déficit de mercado. A demanda, que cresceu em 1,2% em 2015, aumentou 8,3% em 2016, sustentada pelo forte crescimento na produção global de aço inoxidável, que aumentou 5,3% (2015: 0,2%). Com a produção do níquel ‘pig iron’ chinês (NPI) diminuindo, cortes nos preços de outros produtores de níquel e menor disponibilidade de sucata de aço inox, o mercado de níquel comprimiu-se, enquanto uma escassez de unidades de níquel (ferroníquel, NPI e sucata de aço inox) levou o mercado a demandar mais ferroníquel. Isso gerou uma negociação de desconto no preço da LME, direcionando a um preço LME com premium.

 

Nióbio

A demanda mundial por ferronióbio diminuiu em 2016. A demanda de mercados decisivos como China e América do Norte foi particularmente silenciada no começo do ano, atribuída à excessiva capacidade de produção de aço, e ao efeito do enfraquecimento dos setores de óleo e gás.

 

Fosfatos

O preço médio MAP CFR Brasil foi de US$354/tonelada, 26% inferior ao período equivalente em 2015 (US$479/tonelada), como resultado do aumento da oferta global e da procura mais fraca do que a esperada nos principais mercados – EUA, China e Índia. No Brasil, a demanda por fertilizantes fosfatados de janeiro a setembro de 2016 foi cerca de 10,2 milhões de toneladas, um aumento de 6,5%. Essa forte demanda foi gerada devido a condições climáticas favoráveis, preços menores de fertilizantes, relação de troca atraente, enfraquecimento da moeda brasileira, o Real (o que sustentou os ganhos dos produtores) e maior disponibilidade de financiamento aos agricultores.

 

Performance operacional

Níquel

A produção de Níquel aumentou em 47%, para 44.500 toneladas (2015: 30.300 toneladas), devido ao sucesso da reconstrução dos fornos de Barro Alto, que agora estão funcionando em sua capacidade nominal de produção. A produção do metal em Codemin esteve estável com os resultados apresentados no ano anterior, aproximadamente 9.000 toneladas.

 

Nióbio
No momento da venda dos ativos, a produção esteve em linha com os dados apresentados no ano anterior, com 4.700 toneladas (Terceiro trimestre de 2015: 4.700 toneladas; todo ano de 2015: 6.300 toneladas). Isso aconteceu apesar de duas paralisações; a primeira ocorreu no primeiro trimestre para reduzir níveis de estoque, facilitar a manutenção do local e trabalhar na eliminação de resíduos; a segunda foi uma paralisação planejada em maio para implementar o projeto de metalurgia à jusante. Após a implementação do projeto, a performance da planta foi bastante satisfatória, com um recorde histórico de produção alcançado em julho.

 

Fosfatos

No momento da venda dos ativos no terceiro trimestre do ano, a produção de fertilizantes foi de 0,9 milhão de toneladas (Terceiro trimestre de 2015: 0,8 milhão de tonelada; todo o ano de 2015: 1,1 milhão de toneladas), com o aumento sendo atribuído ao forte desempenho da planta de granulação em ambas as plantas operacionais e condições operacionais favoráveis, o que permitiu duas paralisações planejadas de manutenção separadas (agendadas para janeiro e março de 2016). A produção de ácido fosfórico também foi impulsionada como resultado do aumento da estabilidade operacional e maior disponibilidade de equipamentos em ambas as plantas. A produção de fosfato bicálcico foi maior devido a melhorias de performance na operação (principalmente com menor tempo ocioso em Cubatão e redução do tempo gasto em manutenção de tanques em Catalão), assim como maior disponibilidade de ácido fosfórico.

 

Perspectiva operacional

Níquel

As perspectivas de produção para 2017 são de aproximadamente 45.000 toneladas (anteriormente de 42.000 – 45.000 toneladas).

 

O relatório completo, em inglês, pode ser acessado neste link.



[1] Os investimentos de capital excluem fluxos de caixa operacionais capitalizados.

[2] Foi recebida em 2016 receita proveniente de vem das de ativos de US$1,8 bilhões. Espera-se que os fluxos de caixa totais cheguem a US$2,0 bilhões ao longo do tempo, sujeitos a variação dos preços.

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