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Anglo American investe US$ 30 milhões em projeto de recuperação de rejeitos industriais (Níquel)

22 março, 2007

Projeto Tailings transformará o nióbio contido nos rejeitos dos processos industriais da Copebrás para produção de ferronióbio na operação da Mineração Catalão

A Anglo American vai investir US$ 30 milhões em um projeto para o recuperação do nióbio contido nos processos industriais da Copebrás para a produção de ferronióbio na operação da Mineração Catalão. Em um momento em que a demanda mundial pelo minério está aquecida, o Projeto Tailings visa ampliar em mais de 30% a produção de ferronióbio.

Além de contribuir com a posição de segundo maior produtor mundial de ferronióbio, o projeto é mais uma evidência do compromisso do grupo com o desenvolvimento sustentável – uma vez que os rejeitos da operação da Copebrás, anteriormente descartados, serão tratados quando o projeto estiver implementado. O projeto, aprovado no final de abril de 2006 pelo Comitê Executivo da Divisão de Metais Básicos da companhia, começou a ser implementado em maio de 2007 e estima-se que em junho de 2008 iniciará suas operações com a produção de ferronióbio.

De acordo com Cristiano Melcher, executivo responsável pelos negócios de nióbio e fosfato da Anglo American no Brasil, a iniciativa ainda significa um grande marco no processo de integração entre a Copebrás e a Mineração Catalão, já que o projeto é resultado de estudos realizados conjuntamente pelas duas empresas. “Essa idéia vinha sendo avaliada conceitualmente há vários anos, mas foi com a integração dos negócios de fosfato e nióbio no Brasil, no ano passado, que o projeto ganhou novo ritmo, os estudos foram retomados e chegaram à aprovação”, destaca.

O projeto usará em grande parte a tecnologia desenvolvida in-house pelas empresas para o beneficiamento dos rejeitos dos fosfatos. Além da grande iniciativa tecnológica envolvida, o Tailings também representa o forte compromisso do grupo Anglo American no Brasil com o meio ambiente, na medida em que resulta em uma redução da emissão dos rejeitos do processo da Copebrás, que agora serão aproveitados economicamente pela Mineração Catalão.

Segundo Melcher, a equipe de implementação é exclusiva, composta por profissionais com larga experiência no processamento de nióbio. “O Projeto Tailings foi um exemplo de trabalho em equipe. A cooperação entre elas na definição de soluções técnicas e econômicas viabilizou o projeto rapidamente, e foi um exemplo claro das sinergias existentes entre as duas empresas”, conclui.

Para Walter De Simoni, CEO da Anglo American Brasil, o Projeto Tailings é um grande exemplo de como a Anglo American Brasil pode operar de forma integrada e eficiente. “Este projeto é também um exemplo de criatividade tecnológica e responsabilidade com o meio ambiente”, destaca.

O nome Tailings é derivado do inglês “tails” (palavra em inglês que significa rejeito ou resíduo).

O que são o Nióbio e o Ferronióbio

O nióbio é um elemento químico de transição, usado principalmente em ligas de aço para a produção de tubos condutores de fluidos. O Brasil é um dos principais produtores de minerais concentrados de nióbio, que apresenta numerosas aplicações. É usado em alguns aços inoxidáveis e em outras ligas de metais não ferrosos.

Estas ligas, devido à resistência, são geralmente usadas para a fabricação de tubos transportadores de água, gás e petróleo a longas distâncias. Ele também é usado na indústria automobilística, de estruturas metálicas, entre muitas outras.

Os principais produtos de nióbio de interesse industrial são, atualmente, o ferronióbio, o pentóxido de nióbio, as ligas grau vácuo e o nióbio metálico.

O ferronióbio, uma ferroliga, é utilizado para adicionar nióbio aos aços. Esta ferroliga, geralmente com um teor médio de 66% de nióbio, responde por cerca de 90% do consumo do elemento ao redor do mundo. Estima-se que a demanda por nióbio em forma de ferronióbio atingiu perto de 50 mil toneladas em 2006. O consumo é fortemente influenciado por projetos internacionais como a construção de gasodutos e oleodutos. Como em várias outras industrias, o ferronióbio se beneficiou muito com o aumento da demanda por metais especiais na China, geralmente utilizados na construção civil e na indústria automobilística.