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Sem medo de discriminação: o grupo LGBT+ no mercado de trabalho e a importância do pertencimento e do acolhimento nas empresas

29 junho, 2026

Artigo escrito por Geovanni Vieira, diretor de Pessoas e Organização na Anglo American.


26/06/2026 – Hoje, estou aqui para falar do pertencimento de uma comunidade que historicamente luta por um direito básico: continuar existindo. O Brasil carrega o título triste e alarmante de ser o país que mais mata pessoas LGBT+ no mundo. Em 2025, foram contabilizadas 257 mortes violentas deste grupo no país, o que representa um crime a cada 34 horas. Os dados são do relatório anual do Grupo Gay da Bahia, criado há mais de 40 anos. Mas não quero focar na violência.

Em 28 de junho, é celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBT+. Nesta data, reforço o meu apoio incondicional à continuidade da existência dessas pessoas. Afinal, todo mundo quer ser ouvido, respeitado e cuidado. Ao longo dos últimos anos, muitas conquistas foram realizadas, mas muito ainda precisa ser feito para que o grupo LGBT+ siga vivendo em uma sociedade mais inclusiva e menos violenta.

Por isso, falar de pertencimento é tão importante. Pertencimento é mais do que estar em um ambiente. É ser aceito, reconhecido, respeitado e valorizado por quem você é. Pertencer a um grupo é algo que buscamos incessantemente desde que nascemos. Na infância e na adolescência, sabemos o quanto pertencer a um grupo constitui a nossa identidade, e o quanto não pertencer impacta a nossa autoestima, o desenvolvimento, o crescimento e o potencial humano.

Cada um e cada uma de nós tem uma história única que merece ser valorizada, inclusive nas organizações. Na Anglo American, estimulamos o espaço para que todas as pessoas tenham condição de ser quem são. Eu tive essa oportunidade quando me declarei como homem gay e tive todo o apoio que precisei. Hoje, posso ajudar outras pessoas, da mesma forma que fui ajudado.

Fui casado com uma mulher, tenho um filho e, em 2020, no início da pandemia, depois de um processo de amadurecimento, entendi melhor a minha sexualidade. Foi um momento extremamente delicado. Meu primeiro passo foi abrir para minha ex-esposa, depois, para as pessoas próximas e, enfim, para colegas de trabalho.

Eu tinha certeza do apoio no meu círculo pessoal, mas não sabia como seria na empresa. Então, falei com minha liderança, com meu time e, inclusive, com o presidente da companhia na época. Tive todo o apoio possível, e essa foi a grande virada de chave. Foi exatamente nesse momento que eu entendi o que é pertencer.

Hoje, sou um homem gay em um cargo de gestão. Estou como diretor de Pessoas e Organização na Anglo American e entendo que ainda é importante falar sobre isso, para naturalizar e mostrar que existe espaço para todo mundo.

Quando me senti pertencente de verdade, isso mudou minha vida. Consegui parar de gastar energia tentando me encaixar e passei a focar no meu trabalho, no que eu amo fazer. Minha carreira evoluiu a partir disso. Sou um exemplo de como o pertencimento faz diferença. E sou muito grato à Anglo American e às pessoas que me acolheram. Fico realmente feliz ao ver uma liderança diversa sendo construída e espero que isso continue sendo exemplo. Eu não quero ser o único, quero ampliar estas possibilidades e quero que mais pessoas tenham essa oportunidade.

Nós, pessoas da comunidade e aliadas, não estamos aqui para doutrinar. Mas, enquanto ser quem se é não for realidade para todo mundo, é nossa responsabilidade garantir que essa possibilidade exista no ambiente onde estamos e que nós possamos nele viver. Sem medo de discriminação, sem medo de violência.


Geovanni Vieira, diretor de Pessoas e Organização da Anglo American no Brasil. (Divulgação: Anglo American)

Sobre Geovanni Vieira

Geovanni Vieira é executivo com 20 anos de atuação nas áreas de Comunicação Corporativa e Recursos Humanos, com sólida experiência em empresas multinacionais do setor de mineração, como Samarco, Ferrous e Anglo American, além de projetos desenvolvidos para organizações como ArcelorMittal, Gerdau e Vale. É graduado e pós-graduado em Comunicação Empresarial pela PUC Minas, especialista em Gestão de Pessoas pela Fundação Dom Cabral, possui formação em coaching executivo pelo Ecosocial e certificação internacional em Gestão de Mudanças (Prosci).

Em maio de 2025, assumiu a posição de diretor de Pessoas e Organização da Anglo American no Brasil. Ao longo de mais de 12 anos de trajetória na companhia, consolidou ampla experiência em Comunicação, Recrutamento, Gestão de Talentos, Desenvolvimento Humano e Organizacional, atuação como Business Partner, além da liderança de agendas estratégicas relacionadas a Inclusão e Diversidade, Cultura Organizacional e Saúde Mental.

É membro do Comitê Estratégico da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Minas) e atua como coach de executivos. No contexto internacional, liderou e apoiou projetos estratégicos no Chile, Reino Unido e África do Sul.

Sobre a Anglo American

A Anglo American é uma líder global em mineração, comprometida com a produção responsável de cobre, minério de ferro premium e nutrientes agrícolas – produtos essenciais para viabilizar o futuro, impulsionar a descarbonização da economia global e fortalecer a segurança alimentar. Nossas operações de classe mundial nos proporcionam um portfólio robusto, com grande potencial de crescimento em todos os nossos três negócios. O Minas-Rio é a nossa operação de minério de ferro no Brasil. Ele está localizado nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. É uma operação de exportação de minério de ferro totalmente integrada, com mina, usina de beneficiamento, mineroduto e terminal dedicado no Porto de Açu. Saiba mais: Anglo American Brasil

Informações à imprensa

Oficina Consultoria – [email protected]

Humberto Trajano - (31) 992770970